domingo, 10 de junho de 2012

Deus faz muito com quem nada é

"Não temas,ó vermezinho de Jacó... Eis que farei de ti um trilho cortante e novo". (Isaias 41.14,15).


Que contraste entre um verme e um instrumento de trilhar. O verme é tenro, esmaga-se sob uma pedra ou sob a roda que passa; um instrumento de trilhar é capaz de quebrar sem ser quebrado; é capaz de deixar marcas sobre uma rocha. E o Deus Poderoso pode converter um no outro. Ele pode tomar um homem ou ...uma nação que tenha a fragilidade do verme, e, com o vigor do Seu Espírito, imprimir-lhe uma força tal, que venha a exercer uma influência marcante sobre a história. Portanto, o verme não deve desanimar.


O Deus Poderoso pode fazer-nos mais fortes do que as circunstâncias. Ele pode dispô-las todas para o nosso bem. Na força de Deus, El Shadai, podemos fazer com que todas elas contribuam para o nosso bem. Podemos até extrair de um amargo desapontamento uma bênção da Graça. Quando Deus nos dá uma vontade de ferro, podemos vencer as dificuldades como a lâmina do arado, que abre o sulco no solo mais duro. "Farei de ti" - diz a Palavra do Senhor, e não o fará?


Cristo Jesus está edificando o Seu reino com vidas quebrantadas.


Os homens querem somente o que é forte, bem sucedido, vitorioso, inquebrável, para a construção de seus reinos, mas Deus é o Deus dos mal sucedidos,daqueles que fracassaram. O céu está ficando cheio de vidas quebrantadas, e não há cana quebrada que o Senhor Jesus nao possa restaurar e transformar em uma gloriosa bênção.


Ele pode tomar a vida esmagada pela dor ou tristeza e torná-la numa harpa cuja música será toda de louvor. Ele pode nos soerguer do mais triste fracasso terreno à gloria do céu.

 

domingo, 6 de maio de 2012

Geração de adoradores ou de soberbos?


qual o peso maiorUma das marcas que deve estar presente no cristão é a humildade. Porém, a luta para não pensarmos de nós além do que convém (Rm 12.3) é sempre grande. Como exemplo disso, basta lembrar que vez por outra os discípulos discutiam sobre qual deles seria o maior no reino de Deus (Mt 18.1-5; Mc 9.33,34; Mc 10.35-45; Lc 22.24).
Mas graças a Deus que na Bíblia temos também exemplos maravilhosos de humildade. O Senhor Jesus continua sendo o modelo a ser seguido. O apóstolo Paulo, após exortar os filipenses a terem o mesmo sentimento que houve nele, afirmou que “ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, [...] a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.
“Para Jesus era mais fácil, pois ele é Deus”, diriam alguns, e para demonstrar que é possível que um pecador cultive a humildade cito o exemplo de João Batista. Quando seus discípulos foram ter com ele, após discutirem com um judeu com relação à purificação, dizendo que Jesus, que havia sido batizado por João, estava também batizando e muitos iam a seu encontro, ouviram de João: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.25-30).
A concepção teológica da igreja de Cristo pode ser notada por meio daquilo que é cantado. As músicas entoadas pelos crentes refletem o entendimento (ou a falta dele) que eles têm acerca do evangelho.
Repare nestas duas letras, uma mais antiga e uma mais contemporânea:
“Com tua mão segura bem a minha, pois eu tão frágil sou, ó Salvador, que não me atrevo a dar jamais um passo sem teu amparo, Cristo, meu Senhor!”
Amparo Divino – Hino 153 do Hinário Novo Cântico
“Pois se por pouco, um momento só, deixasses de olhar para mim, me guardar, eu estaria caído ao pó. Mal sei cuidar de mim... só se o Senhor cuidar”.
Graça – Jorge Camargo
O que elas têm em comum? O reconhecimento humilde da nossa condição diante do Senhor. Somos tão falhos e pecadores que dependemos totalmente dele e de sua graça. As letras glorificam ao Senhor e exaltam a quem de direito.
Ultimamente, porém, temos testemunhado dentro do evangelicalismo brasileiro uma mudança catastrófica de concepção que tenho chamado de “ufanismo gospel”. A letra a seguir já tem alguns anos, mas marca o início dessa nova percepção. Leia (vou enumerar as linhas para comentar depois):
1. “Que não passe de nós o teu espírito, que tudo o que foi dito a nós venha se cumprir.
2. Que não seja preciso que se levante outra geração que vá avante. Venha sobre nós e realize o seu querer.
3. Geração de adoradores queremos ser, sacerdócio santo para oferecer o perfeito louvor e em nossas vidas fluir o teu querer.”
Geração de adoradores – Igreja Nova Vida de Alcântara
Embora a última linha diga que a tal geração de adoradores quer ser um sacerdócio santo para oferecer a Deus o perfeito louvor, a letra revela outras coisas:
1. Até hoje não se levantou nenhuma geração que adora “perfeitamente”, tem que ser a nossa;
2. Essa frase expressa que gerações anteriores à nossa não deixaram Deus realizar o seu querer e o anseio é de que Deus não precise esperar por outra geração após a nossa para poder cumprir seu propósito (no caso, levantar uma geração que adora perfeitamente);
3. Por último, o falso entendimento de que podemos oferecer a Deus uma adoração perfeita.
“Ufanismo”, conforme os dicionários, é a “atitude de quem se vangloria exageradamente de alguma coisa”. E não é exatamente isso que está refletido na música? Quem a escreveu simplesmente ignorou que não há adoração perfeita. O Senhor só recebe a nossa adoração por causa da mediação de Cristo Jesus. Não há adoração perfeita, mas um perfeito Mediador.
Foi ignorada também toda a história da igreja que mostra homens que morreram e foram perseguidos por causa do amor a Deus e à sua Palavra, colocando a tal “geração de adoradores” como a melhor que se levantou até hoje.
Mas, convenhamos, deve ser mesmo difícil dizer que somos “A” geração de adoradores que tem a adoração como estilo de vida em um país em que há liberdade religiosa, não é mesmo? Fácil era adorar a Deus no passado, como retrata o escritor aos Hebreus:
“Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (Hb 11.35-38).
Podemos lembrar ainda como foi tranquila a vida da igreja primitiva sob o Império Romano, que atirava para os leões aqueles que professavam a Cristo, a facilidade que era para John Huss cantar os Salmos enquanto queimava na fogueira ou como era pacífico o governo que cortava a língua dos huguenotes para que não testemunhassem da sua fé.
De fato, diante de gerações tão apáticas e tão sem amor ao Senhor como foram essas, precisamos de que ele levante uma geração que o leve mais a sério e clamar para que não seja preciso que se levante outra geração além da nossa, que prestará o louvor perfeito.
O “ufanismo gospel” tem levado cristãos a pensarem de si além do que convém, contrariando assim a Palavra de Deus. Temos de clamar ao Senhor que opere mesmo uma mudança em nossa geração, mas não para sermos “A” geração de adoradores, antes, para sermos humildes em reconhecer que o Deus que sustentou nossos irmãos que o adoraram no passado é o mesmo que nos sustenta hoje e que aceita nosso imperfeito louvor pelos méritos do seu Filho, nosso perfeito Mediador.
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.36).

Teu coração está envolvido? – Jonathan Edwards (1703-1758).







O tipo de religião que Deus requer e aceita não consiste em "veleidades" fracas, enfadonhas e inertes, aquelas inclinações débeis e sem nenhuma convicção que nos levam não muito além da indiferença. Deus, em sua Palavra, insiste em que tenhamos forte determinação e espírito ardente e que nosso coração esteja energicamente envolvido na prática religiosa: "Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor" (Romanos 12.11, ARA).

"Agora, ó Israel, que é que o SENHOR, o seu Deus, lhe pede, senão que tema o SENHOR, o seu Deus, que ande em todos os seus caminhos, que o ame e que sirva ao SENHOR, O seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma" (Deuteronômio 10.12). Esse envolvimento fervoroso e determinado do coração é fruto de uma circuncisão verdadeira do coração que por si só tem a promessa da vida: "O SENHOR, O seu Deus, dará um coração fiel a vocês e aos seus descendentes, para que o amem de todo o coração e de toda a alma e vivam" (Deuteronômio 30.6).

Sentimento sagrado

Se não formos sinceros em nossa vida religiosa e se nossos desejos e nossas inclinações não forem exercitados com vigor, não somos nada. A prática religiosa é tão importante que nenhum exercício feito com indiferença será suficiente. Em nenhuma outra circunstância o estado de nosso coração é tão fundamental quanto na prática religiosa, e em nenhum outro lugar a indiferença do coração é tão detestável.

A verdadeira religião é eficaz. Sua eficácia é atestada, primeiramente, por meio dos exercícios interiores do coração (o qual é a base da religião). Portanto, a verdadeira religião é chamada "o poder da devoção", em comparação com as aparências exteriores, isto é, a mera "forma", "tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder" (2Timóteo 3.5). O Espírito de Deus manifesta um forte e sagrado sentimento na vida dos que têm uma religião sólida e sadia, por isso está escrito que Deus deu ao seu povo espírito de poder, amor e moderação (2Timóteo 1.7).

Quando recebemos o Espírito de Deus, recebemos o Espírito Santo, que é como "fogo", e com ele a influência santificadora e salvadora de Deus. Quando isso acontece, quando a graça está operando em nós, às vezes o fogo "arde" dentro de nós, como aconteceu com os discípulos de Jesus (Lucas 24.32).

O exercício da vontade

A prática religiosa foi comparada à realização de exercícios. Por meio dela, lutamos para ter o coração envolvido em Deus. Metáforas como "correndo a carreira", "lutando com Deus", "perseverando para alcançar o alvo" e "combatendo violentos inimigos" são muitas vezes usadas para descrever os exercícios que praticamos.

Entretanto, a verdadeira graça possui vários graus. Alguns são novos na fé — "crianças em Cristo" —, e a inclinação deles para se envolver nesses exercícios é fraca. Contudo, cada um de nós que possua o poder de devoção no coração estará inclinado a buscar as coisas de Deus. Seja qual for nossa condição, esse poder nos dará forças suficientes para superar nossas fracas inclinações de modo que esses santos exercícios prevaleçam sobre nossas fraquezas.

Todo verdadeiro discípulo de Cristo o ama mais que a pai e mãe, irmã e irmão, esposa, marido e filhos, casa e terras — sim, até mesmo mais que a própria vida. Disso se conclui que onde quer que a verdadeira religião se manifeste há uma vontade movendo o cristão aos exercícios espirituais, mas o que dissemos anteriormente precisa ser lembrado: o exercício da vontade não é nada mais que o sentimento da alma.

FONTE:  www.josemarbessa.com

Nada está perdido.



Quando tudo parecia perdido, entra um anjo na prisão e liberta Pedro. Nem ele, inicialmente, acreditou no que estava acontecendo (Atos 12: 1-11).
Quando não havia mais o que fazer, e Paulo estava sem saída, alguém teve uma ideia simples, porém, brilhante. E a salvação do apóstolo aconteceu num cesto (Atos 9: 22-25).
As crianças já estavam chorando e o rosto de muitos revelava o cansaço e uma intensa sede de matar, quando Deus literalmente fez brotar água da pedra (Isaías 48: 21).
Photo: Fleytcher Soares
O poço da perdição de José, na verdade, era o poço da salvação. Todo o seu futuro de sucesso começou no fundo daquele poço. Enquanto ele gritava sem entender o que estava acontecendo, Deus estava com ele. E ficou ao seu lado, não apenas ali, mas também na casa de Potifar, e também no mais interior da masmorra egípcia, e depois ainda em sua prosperidade. Deus mudou a sorte de José, quando tudo parecia perdido.
Victor Civita (o fundador da Editora Abril) dizia que “não existe beco sem saída, porque, em última instância, a própria entrada do beco é a sua saída.” Para o cristão, essa afirmação é mais do que relevante, porque o seu Deus pode tira-lo dos becos sem saída da vida, dos poços mais profundos da existência, dos desertos mais extensos da alma.
Não há poço onde o braço do Senhor não me alcance. Não há deserto onde a sombra do Altíssimo não me proteja. Não há beco que supere a sabedoria de Deus pra me indicar o caminho da saída.
Nada jamais está perdido, diante da promessa Daquele que tem a vida em suas mãos: "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei" (Hebreus 13:5).
Por: Samuel Costa

"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." (João 8:36)

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres



Essa semana estive debatendo no twitter com um rapaz aqui da minha cidade que é ateu. E o foco do nosso debate era a liberdade.

Ele me dizia que nós evangélicos somos presos da nossa religião, e escravos da Bíblia. Eu tive a oportunidade de falar um pouco de Jesus para ele, e dizer que a visão dele estava invertida. Falei que Jesus não aprisiona ninguém, pelo contrário, liberta-nos.

Na verdade, quem está preso são as pessoas que não tem Jesus. Presos nos vícios, no sexo, nas drogas.


Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.
Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
(João 8:31-36)

Que possamos está vivendo essa liberdade verdadeiramente! Deus nos abençoe.

Uma marreta sobre a cabeça do orgulho - John Bunyan (1628-1688)





Já aconteceu de a Palavra vir a mim por meio de uma frase aguçada e penetrante sobre os dons que Deus me deu. Por exemplo: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine" (lCoríntios 13.1, ARA).

Embora o címbalo que retine possa produzir uma melodia que inflame o coração, o címbalo não tem vida; embora possa produzir uma música maravilhosa, pode ser triturado e jogado fora.

Assim é com aquele que tem dons, mas não tem a graça salvadora. Cristo pode usar pessoas talentosas para influenciar almas; no entanto, quando termina de usá-las, pode pendurá-las como objeto sem vida. Essas observações são como marreta sobre a cabeça do orgulho e do desejo de vangloria. "O quê!?", pensei. "Devo orgulhar-me por ser um címbalo que retine? Não seria aquele que possui o mínimo da vida de Deus mais que um desses instrumentos?"
FONTE: www.josemarbessa.com

quarta-feira, 21 de março de 2012

Para sempre o amor de Deus.

Para sempre o amor de Deus estara sobre nossas vidas, mesmo ainda sendo tao fracos e infieis a ele. Nunca ele nos abandonara!!! Obrigado senhor.