"Levanto os meus olhos para o monte, de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do senhor, que fez os céus e a terra".
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Os desafios da igreja peseguida.
Parece que a igreja ocidental está começando a se dar conta de uma realidade que atinge a igreja em outras partes do mundo: a perseguição sistemática.
Talvez pelo fato de já se configurar no horizonte o cerceamento da liberdade religiosa por estas paragens, pela aprovação de leis que colocarão mordaças (ou pelo menos pretenderão) ao discurso religioso e a ruptura cada vez maior entre igreja e o estado, nossa igreja volta-se , progressivamente, para prestar solidariedade aos irmãos perseguidos e fazer conhecidas as suas lutas e necessidades.
Porém, ao contrário do que aconteceu no passado, a perseguição em nossos tempos tem sido proporcionada, principalmente, por religiões contrárias ao cristianismo que vêem neste uma ameaça ou um movimento que serve às políticas imperialistas ocidentais, especialmente ligada aos Estados Unidos da América, o que é, até certo ponto, uma leitura não equivocada... infelizmente. E sem sombra de dúvidas, neste cenário, o seu principal algoz é o Islamismo.
O Islamismo domina boa parte do mundo oriental e é, segundo as estatísticas, a religião que mais cresce em nossos tempos, o que tem provocado pavor ao fundamentalismo-religioso-cristão-protestante.
Fermentado pelo ódio ao estilo de vida ocidental (leia-se norte-americano) e, ainda, pelos famosos petrodólares dos Países Árabes produtores de petróleo, o Islamismo se espalha pelo mundo, mesmo pela Europa e Américas, transformando, inclusive, velhos templos cristãos em mesquitas muçulmanas.
Entretanto, apesar da fachada religiosa, na verdade o conflito tem como motivação maior a vontade de poder. Trata-se, antes de tudo, de uma guerra gerada por fatores de ordem econômica e política, sobretudo. Para quem duvida é só estudar um pouco a história da humanidade nestes últimos dois mil anos. E neste estudo não podemos esquecer que o próprio Cristianismo já foi feroz perseguidor dos contrários e levou às mais variadas formas de tortura e morte aqueles que não rezavam por nossa "cartilha", ou mesmo fez guerra contra pessoas, famílias e povos aos quais desejava saquear para manter e expandir seu domínio. Em nome de Deus também já derramamos muito sangue.
De qualquer modo, precisamos ser sensíveis às lutas e necessidades de nossos irmãos que enfrentam terríveis perseguições e não podemos ficar somente "lutando" em oração. É necessário se envolver, informar e utilizar os mecanismos ao nosso dispor para fazer pressão sobre estados totalitários, religiosos ou não, que tem perseguido, torturado e matado nossos irmãos em vários lugares do mundo.
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