quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A tristeza vai acabar. Ah, se vai...


Enquanto João Gilberto canta “A Felicidade”, de Tom e Vinícius, vou me envolvendo e vibrando com cada nota. Tudo bonito, e no refrão eu me junto a ele e canto, “Tristeza não tem fim, felicidade, sim”.
Tristeza não tem fim. Não tem mesmo? E a felicidade... a que mais quero, acaba?
Puxa! Mas não foi assim que aprendi. O que me foi ensinado é que “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da Oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (Hc 3: 17-18).
Essa alegria (apesar da falência) vem da certeza de que Deus está acima do caos, acima do problema (qualquer que seja ele), acima da tragédia não anunciada. Deus reina apesar da ruína total, pois Ele mantém o controle de tudo, por mais que tudo pareça sem governo. Sim, senhor; nada no universo está solto, tudo está em suas mãos. Por isso, é possível ter alegria no meio de uma grande crise.
É interessante que mesmo quando Estevão está morrendo (o apedrejamento já é uma realidade em sua vida), ainda assim ele olha para o céu e vê “a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita”. (Atos 7:55). O que Estevão vê me ensina uma grande lição: Deus continua no governo de todas as coisas, continua no seu trono, apesar do apedrejamento, apesar da tragédia. Por isso, posso me alegrar ao saber que qualquer que seja a tristeza em minha vida, ela será tratada por quem não deixa de reinar - e mantém a sua glória.
Fique certo de que não há tristeza que permaneça na mesma sala em que Jesus estiver. Não há solidão que se sustente quando o Senhor se assenta à mesa comigo. Não há choro que não acabe quando estou na companhia daquele que sabe como enxugar lágrimas.
Quando leio algumas histórias da Bíblia vejo sempre um Deus enxugando lágrimas e acabando com todo tipo de tristeza. A solidão de José durou vinte e poucos anos, mas terminou no reencontro do amor. A tristeza profunda de Ana, humilhada e desprezada dentro de sua própria casa, teve fim, após sua oração ao Deus que não rejeita o coração compungido e contrito. Por isso, após a oração, “o seu semblante já não era triste” (I Sm 1: 18).
Em minha vida sou obrigado a conviver com a solidão algumas vezes... Com a decepção outras tantas... Mas continuo consciente de que ao lado de Jesus sou feliz. Todas as vezes que a tristeza tenta se aproximar de mim e me vem cumprimentar, dou-lhe um drible e a deixo com a mão estendida no ar. Apesar de sua insistência, também sempre gosto de deixar a solidão falando sozinha.
Tenho problemas de sobra (a maioria deles criada por outros e jogados sobre mim), mas vou vivendo e relembrando a promessa do Senhor, de que um dia Ele haverá de “enxugar toda a lágrima” (Apocalipse 21:4). Enquanto esse dia não chega, eu me recordo das boas palavras de Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegra-vos” (Filipenses 4:4).
A alegria, pra quem vive com Cristo, não tem fim. Agora, a tristeza... Essa, sim, vai ter um fim, pois Aquele que nos ama promete que “ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5b)
Notícia boa essa, não?

Fonte: samuelcostablog.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário